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Gera o que Busca o Senhor

O Tríduo da Comunhão: Igreja Militante, Padecente e Triunfante

A liturgia nos convida a contemplar, em três momentos, o mistério da Comunhão dos Santos: a véspera de Todos os Santos, a Solenidade de Todos os Santos e o Dia de Finados.

São três dias que revelam uma única realidade: a Igreja Militante (Peregrina), que caminha na fé; a Igreja Padecente, que aguarda a plenitude da glória; e a Igreja Triunfante, que já contempla a face de Deus.

Na primeira leitura da Solenidade (Ap 7,2-14), encontramos os 144 mil marcados com o selo de Deus: 12 mil de cada tribo. O número 12 representa a totalidade do povo de Deus, presente nas doze tribos de Israel e nos doze apóstolos. Assim, 12 x 12 x 1.000 simboliza a plenitude dos servos de Deus, reunidos de todos os povos e nações.

Mas a revelação vai além: João contempla uma multidão imensa, impossível de contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Ao perguntar “Quem são esses?”, descobrimos que: são os que vieram da grande tribulação e lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro.

Não podemos limitar a salvação a um número. A multidão revela a amplitude da misericórdia divina, que alcança toda a humanidade. São os bem-aventurados, aqueles que buscaram o Senhor e nele encontraram redenção.

Como proclama o Salmo 23: “Esta é a geração dos que procuram o Senhor!”

Assim, Todos os Santos celebra a vitória daqueles que chegaram à glória; Finados nos recorda os que ainda aguardam a plenitude da vida em Deus; e nós, peregrinos, seguimos caminhando na esperança.

Três dias, uma só Igreja, uma só comunhão e uma mesma esperança: a vida eterna em Cristo.

No Eco da Palavra, buscamos refletir sobre os detalhes das leituras diárias que podem passar despercebidos nas homilias. Cada versículo tem uma riqueza infinita, e aqui, ecoamos essas pequenas grandes revelações para alimentar a fé e aprofundar a vivência da Palavra de Deus no dia a dia.