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Um véu é uma cadeia de nós que forma uma teia de linhas. Utilizado também como mortalha, era colocado sobre os mortos e podia cobrir a cabeça daqueles que estavam de luto.

Durante a instabilidade da humanidade, ameaçada pela política e pela guerra, Deus mostra a sua autoridade.
“Neste monte, o Senhor dos Exércitos preparará para todos os povos um banquete.” (Is 25,6)
Venham ao monte Sião, venham festejar, venham ao banquete, à vista dos inimigos.
“Preparais para mim a mesa à vista do inimigo.” (Sl 22(23),5)
Pois verão que não os tememos, e que a força de Deus é infinitamente maior do que qualquer medo.
E lá, deste monte, aos pés do Senhor, começará a retirada do véu da mortalha.
Deus puxará a ponta da cadeia de nós que forma a teia da mortalha que cobre a humanidade.
“Ele removerá, neste monte, a ponta da cadeia que ligava todos os povos, a teia em que tinha envolvido todas as nações.” (Is 25,7)
E, ao retirar esse véu, retirará também aquilo que ele representa: “O Senhor Deus eliminará para sempre a morte e enxugará as lágrimas de todas as faces.” (Is 25,8)
Retirará o véu da morte que assombra a todos.
A morte não mais terá poder sobre nós.
Pois, como diz São Paulo: “Para mim, viver é Cristo e morrer é lucro.” (Fl 1,21)
E aquilo que foi anunciado pelo profeta encontra sua plenitude em Cristo.
Na sua morte, Cristo rasgará o véu do Templo de alto a baixo. (Mt 27,51)
O véu que separava o homem da presença de Deus é rasgado.
Para que todo aquele que nele crê possa seguir e servir a Deus, na certeza da vida eterna.
No Eco da Palavra, buscamos refletir sobre os detalhes das leituras diárias que podem passar despercebidos nas homilias. Cada versículo tem uma riqueza infinita, e aqui, ecoamos essas pequenas grandes revelações para alimentar a fé e aprofundar a vivência da Palavra de Deus no dia a dia.