Ciro II, conhecido como Ciro, o Grande, foi rei da Pérsia. Um homem pagão que não conhecia o Deus de Israel, mas que Deus escolheu como instrumento para realizar Seus desígnios.
Na primeira leitura, o Senhor declara: “Eu sou o Senhor, não existe outro; fora de mim não há deus. Armei-te guerreiro, sem me reconheceres” (Is 45,5). Ciro seria o instrumento para derrubar a Babilônia e permitir o retorno do povo de Israel.
Mas a queda da Babilônia já havia sido anunciada. No livro de Daniel, durante o banquete do rei Baltazar, uma mão escreveu na parede: “Mene, Mene, Tequel e Parsim” (Dn 5,25). A sentença era clara: os dias do reino estavam contados, Baltazar havia sido pesado e considerado em falta, e seu reino seria entregue aos medos e persas (Dn 5,26-28).
Naquela mesma noite, a Babilônia caiu (Dn 5,30-31). Ciro surge, então, como aquele que Deus havia preparado para executar aquilo que já estava determinado. Um império aparentemente invencível caiu não apenas pela força de um exército, mas porque Deus mostrou que nenhum poder humano está acima d’Ele.
É essa soberania que também encontramos no Evangelho: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mt 22,21). Reconhecer os poderes deste mundo não significa esquecer quem verdadeiramente governa a história.
E São Paulo nos lembra que a Palavra não chega apenas em palavras, mas “mediante a força que é o Espírito Santo” (1Ts 1,5).
Ciro foi instrumento. A Babilônia caiu. O povo foi libertado. E a mensagem permanece: Deus continua no controle. Mesmo quando não reconhecemos Sua presença, Ele age; mesmo quando tudo parece perdido, Seus planos continuam de pé.









