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Jesus 20260308 135519 0000

Ao meio-dia.

No ápice do sol.

Cristo nos pede de beber.

Cansado da caminhada, sentado junto ao poço de Jacó, Ele dirige à samaritana um pedido simples, mas profundo: “Dá-me de beber.” (Jo 4,7)

Não era apenas sede de água. Era um convite.

Um convite para servir.

Um convite para amar.

Um convite para responder.

Mas muitos anos antes, já havia sido anunciado que o encontro com Cristo revelaria algo profundo em cada pessoa.

O velho Simeão profetizou ao receber o Menino Jesus no templo: “Este menino será causa de queda e de reerguimento para muitos… e assim serão revelados os pensamentos de muitos corações.” (Lc 2,34-35)

Diante de Cristo, o coração se revela.

No poço, a samaritana teve uma escolha.

Poderia ignorar.

Poderia desprezar aquele judeu.

Poderia seguir seu caminho.

Mas escolheu servir.

Ao oferecer água a Cristo, sua vida mudou.

A mulher que se escondia tornou-se anunciadora da Boa Nova.

Mas haveria outro meio-dia.

Outra vez o sol no alto.

Outra vez Cristo elevado, agora no alto do Calvário.

E novamente Ele expressa sua sede: “Tenho sede.” (Jo 19,28)

Ali também havia alguém com a possibilidade de responder.

Um soldado.

Mas sua resposta foi diferente.

Em vez de água, ofereceu vinagre.

Em vez de compaixão, ofereceu zombaria.

Duas respostas ao mesmo Cristo.

A samaritana revelou um coração aberto.

O soldado revelou um coração endurecido.

Hoje, novamente, Cristo se aproxima de nós.

E repete o mesmo pedido: “Dá-me de beber.”

Diante desse pedido, o nosso coração também será revelado.

Serviremos ao Cristo?

Ou zombaremos dele na indiferença?

A pergunta permanece:

Quando Cristo tiver sede… qual será a nossa resposta?

No Eco da Palavra, buscamos refletir sobre os detalhes das leituras diárias que podem passar despercebidos nas homilias. Cada versículo tem uma riqueza infinita, e aqui, ecoamos essas pequenas grandes revelações para alimentar a fé e aprofundar a vivência da Palavra de Deus no dia a dia.