Ao meio-dia.
No ápice do sol.
Cristo nos pede de beber.
Cansado da caminhada, sentado junto ao poço de Jacó, Ele dirige à samaritana um pedido simples, mas profundo: “Dá-me de beber.” (Jo 4,7)
Não era apenas sede de água. Era um convite.
Um convite para servir.
Um convite para amar.
Um convite para responder.
Mas muitos anos antes, já havia sido anunciado que o encontro com Cristo revelaria algo profundo em cada pessoa.
O velho Simeão profetizou ao receber o Menino Jesus no templo: “Este menino será causa de queda e de reerguimento para muitos… e assim serão revelados os pensamentos de muitos corações.” (Lc 2,34-35)
Diante de Cristo, o coração se revela.
No poço, a samaritana teve uma escolha.
Poderia ignorar.
Poderia desprezar aquele judeu.
Poderia seguir seu caminho.
Mas escolheu servir.
Ao oferecer água a Cristo, sua vida mudou.
A mulher que se escondia tornou-se anunciadora da Boa Nova.
Mas haveria outro meio-dia.
Outra vez o sol no alto.
Outra vez Cristo elevado, agora no alto do Calvário.
E novamente Ele expressa sua sede: “Tenho sede.” (Jo 19,28)
Ali também havia alguém com a possibilidade de responder.
Um soldado.
Mas sua resposta foi diferente.
Em vez de água, ofereceu vinagre.
Em vez de compaixão, ofereceu zombaria.
Duas respostas ao mesmo Cristo.
A samaritana revelou um coração aberto.
O soldado revelou um coração endurecido.
Hoje, novamente, Cristo se aproxima de nós.
E repete o mesmo pedido: “Dá-me de beber.”
Diante desse pedido, o nosso coração também será revelado.
Serviremos ao Cristo?
Ou zombaremos dele na indiferença?
A pergunta permanece:
Quando Cristo tiver sede… qual será a nossa resposta?










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