“A outros Ele salvou… Salve-se a si mesmo, se, de fato, é o Cristo de Deus, o Escolhido!” (Lc 23,35)
Sim, Ele é o Cristo.
O Filho de Deus Todo-Poderoso que tudo podia fazer.
O próprio demônio reconheceu isso quando disse:
“Manda que estas pedras se tornem pão” (Mt 4,3)
e ainda:
“Lança-te daqui abaixo, pois está escrito que os anjos te sustentarão” (Mt 4,6).
Mas Cristo, mesmo podendo fazer tudo e qualquer coisa, escolheu a cruz por livre vontade.
Pois Ele mesmo declarou: “Nenhum poder terias sobre mim se não te fosse dado do alto” (Jo 19,11).
Cristo se ofertou a todos nós.
E mesmo no pior momento de agonia, quando escutou o pedido sincero, Ele respondeu com o amor que salva:
“Hoje mesmo estarás comigo no paraíso.” (Lc 23,43)
Cristo sabia que, para o amor ser compreendido, ele deveria ser sentido. E só se sente o amor quando encontramos o próprio Amor: Jesus.
Ele se entrega por amor, como primícias, nos ensinando como amar.
Deus pacientemente nos entrega a liturgia através do tempo, para nos guiar todos os anos nessa caminhada para o Céu. Ensinando-nos o Amor.
No Ano Litúrgico encontramos também os ciclos da nossa vida: caminhamos nos ciclos da vida de Cristo.
No ciclo do Natal, iniciamos com o advento e vivemos a feliz espera do Filho de Deus. Culminando na alegria com a Sua vinda e acompanhamos o Seu crescer.
No tempo comum, observamos Sua vida na terra e aprendemos com Ele no dia a dia.
Acompanhamos pelas leituras a propagação da Palavra que incomoda os grandes deste mundo.
Na Quaresma, vemos que toda batalha exige preparação.
No Tríduo Pascal, vivemos, sofremos e morremos com Ele… para, junto d’Ele, ressuscitarmos ao terceiro dia.
Depois da aparente derrota, vemos as trevas dando lugar à luz: o medo é curado, a coragem brota e o fogo do Espírito vem do céu.
Preparados, somos enviados ao anúncio e à missão. E então nos preparamos para a festa final: declarar que Cristo é o Rei do Universo, reconhecer que tudo é d’Ele e Ele é tudo.
“O Seu Reino não terá fim.” (Lc 1,33)
A fé é caminho. O ciclo recomeça. A cada ano, a cada etapa da vida, subimos novos degraus rumo à santidade.
Para então suplicarmos lhe “lembra-te de mim quando estiveres no teu Reino”









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